A chuva havia parado, mas a rua ainda estava molhada.
Da esquina vinha uma mulher com chinelos de borracha molhados e barulhentos.
Ela carregava um grande frasco de vinho na mão esquerda e na outra um cigarro.
Então eu pensei....
Sobre o céu, sobre as gotas de chuva que brilhavam em cima do carro,
sobre as arvores da rua, sobre a placa de madeira ( o Filipinho se coçando),
sobre o lixo e sobre como o barulho do chinelos eram irritantes.
Joguei meu cigarro numa poça de água e fechei o portão.
E fui para meu quarto me perguntando....
O porque eu nunca tinha notado que as gotas da chuva brilhavam.
E que as poças de água refletem o céu.
Deve ser porque nós não conseguimos reparar em nada que não reflita a nossa própria imagem!
Somos egoistas demais para notar que há coisas muito maiores da qual não somos os autores!








